sexta-feira, 3 de maio de 2013


EQUOTERAPIA: pioneira na região, município passa realizar sessões de um dos mais modernos métodos de reabilitação psicomotora.


Iniciada na tarde desta quarta feira, 24, a atividade de Equoterapia no município de Capitão. O prefeito César Beneduzi e a Secretária da Assistência Social Tatiana Beneduzi, participaram da atividade.

Através do projeto da Secretária da Assistência Social Tatiana, a atividade de equoterapia que é considerada um dos mais modernos métodos de reabilitação psicomotora, passa a ser realizada no município de Capitão por fisioterapeutas e instrutores do Centro de Equoterapia Vida, juntamente com psicóloga, assistente social do CRAS, psicopedagoga e educador físico da Secretaria da Educação do município.
Enquanto um grupo realizava atividade de pintura,
recebeu a visita do prefeito
César Beneduzi e, da Secretária da Assistência Social
e Primeira Dama Tatiana Beneduzi o outro grupo...

A atividade que é pioneira na região, já surge como referência para outros municípios, beneficiando 20 integrantes do grupo de PCD’s (Pessoas com Deficiências). As atividades serão desenvolvidas duas vezes no mês no Parque de Eventos do município, que conta com uma rampa adaptada para cada praticante poder usufruir da terapia com segurança.
O que é a Equoterapia?
... Interagia com os instrutores e fisioterapeutas
no banho da égua Linda, sendo observados pelo Prefeito
César e Primeira Dama Tatiana
Segundo a Associação Nacional de Equoterapia (ANDE-BR), a equoterapia “é um método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais”.
Além disso, a equoterapia pode ajudar na recuperação de pessoas portadoras de deficiência ou portadoras de algum trauma, ajudando na socialização, integração, autoestima do indivíduo. Conforme o Centro de Equoterapia Vida, “a equoterapia também é indicada para crianças hiperativas ou com déficit de atenção. A prática ajuda a desenvolver autocontrole, confiança e segurança.”
Por que o cavalo?
O cavalo é usado como recurso terapêutico por realizar o movimento tridimensional no seu andar, ou seja, move o praticante para todos os lados, podendo ser comparado com a ação da pelve humana, permitindo assim desenvolver no indivíduo benefícios físicos, psicológicos, educativos e sociais. “Além de que, apenas a ação de cavalgar por 30 minutos, proporciona ao praticante 1.800 ajustes tônicos” que seria um ajuste no comportamento muscular do cavaleiro, a fim de responder aos desequilíbrios provocados pela movimentação do cavalo, no caso, contrações musculares, conforme explica Deisirê, uma das fisioterapeutas que realiza as atividades.

Porque a atividade é recomendada para pessoas portadoras de deficiências?
A atividade tem como objetivo proporcionar ao portador de necessidades especiais o desenvolvimento de suas potencialidades, respeitando seus limites e visando sua integração na sociedade, proporcionando ao praticante benefícios físicos, psicológicos, educativos e sociais. O aspecto que deve ser levado em consideração neste tipo de terapia é que se conscientiza o praticante de suas capacidades e não de suas incapacidades.
O que as atividades realizadas proporcionam ao praticante?
Durante a sessão, os fisioterapeutas ajudam a estimular a fala, a linguagem, o tato, a lateralidade, cor, organização e orientação espacial e temporal, memória, percepção visual e auditiva, direção, análise e síntese, raciocínio, e vários outros aspectos. Já no aspecto social, a equoterapia é capaz de diminuir a agressividade, tornando o paciente mais sociável.
Quais os resultados que podem ser percebidos ao longo deste trabalho?
Conforme a psicopedagoga Carla Sulzbach, “através deste método conseguimos atingir vários objetivos, entre: segurança, autoestima, afeto, ensino aprendizagem, desenvolvimento biopsicossocial, psicomotricidade, coordenação-motora, sensibilidade, autoconfiança, interação, socialização, interesse, fala, entre outros”.
Segundo a psicóloga Greice Vendramin “percebe-se, ainda mais, a importância deste grupo quando visto os resultados dos estímulos que vem sendo desenvolvidos durante as atividades. É um grupo que vem evoluindo desde o inicio, com a capacidade de corresponder ao que é proposto. Procuramos proporcionar ao grupo de PCD’s, desenvolvimento psicomotor, socialização, aprendizado, qualidade de vida, aumento da auto estima e bem estar dos participantes.”
Já assistente Social Fernanda Tombini relata que “este foi o melhor trabalho que já fiz com PCD´s até hoje. É muito bom ver o avanço do tratamento, o crescimento do dinamismo e da sociabilidade delas. No decorrer das atividades de equoterapia do ano passado até hoje pude ver o quanto o animal (cavalo) passa uma energia positiva para o praticante.”
O papel de cada profissional que acompanha esta atividade é fundamental no crescimento do praticante.
“A atuação do psicopedagogo vem como forma de auxílio nas questões onde envolvem dificuldades e/ou distúrbios de aprendizagem. Existem vários relevantes numa sessão equoterápica, desde a socialização, autoestima, segurança, afetividade, psicomotricidade, articulações de fala, ludicidade, disciplina, como também situações de ensino-aprendizagem, raciocínio lógico-matemático, perceptivas motoras, sensoriais, e formação moral,” explica Carla.
“O que não podemos deixar de falar é que o trabalho da equoterapia promove o encontro de todos os profissionais ao mesmo tempo, tendo assim um trabalho multiprofissional agregando diversos saberes dentro deste grupo,” explica  a assistente social Fernanda.

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