25 de julho –“ Dia do Colono e Motorista: duas forças que se
complementam produzindo e levando vida às comunidades”.
Enquanto o colono com seu trabalho pesado produz no dia a
dia os grãos que alimentam as gerações, o motorista cruza as fronteiras dia e noite transportando o alimento e outras riquezas.
Para homenagear todos os colonos e motorista do nosso
município, o jornal Comunidade em Destaque foi buscar histórias de vida.
Perguntamos se ele lembrava de um fato engraçado, é claro que
ele lembrou de muitos, mas contou que quando puxava frango, carregou de
madrugada em Nova Alvorada e saiu andando, mais adiante passou em uma
sanga, onde patinou um pouco, mas saiu
andando e percebeu que o caminhão andava mais leve, um bom tempo depois parou
para tomar café e viu que tinha só meia carga, voltou rápido e encontrou a
outra parte da carga dentro do arroio.
Volnei está pronto para sair novamente de viagem, ainda não sabe para
onde vai e queremos desejar a ele que faça uma boa viagem e em breve possa
retornar. Através desta história queremos prestar homenagem a todos os motoristas do nosso município, em
especial os motoristas da saúde, do transporte escolar e de passageiros, que
todos sigam sempre iluminados .
Outra história de vida é a dos irmãos Pedralli, Elton, Edson
e Jair que trabalham há 22 anos no plantio de verduras. Elton iniciou ainda pelo Projeto de Arroio do Meio
onde em torno de 40 produtores de Arroio do Meio, Capitão e Travesseiro
receberam incentivo do município que colocou um técnico da área à disposição,
além do apoio da Emater. Depois passou a
contar com a ajuda dos irmãos e aos poucos foram ampliando as plantações. O
forte da colheita sempre foi o repolho, couve flor e pepino mais no verão. Mas
agora já diversificaram a produção e atendem todas as escolas do município
dentro do Programa da Agricultura familiar,
produzindo alface, moranga, batata doce, aipim, milho verde, beterraba,
cenoura e feijão, produtos sempre fresquinhos que são entregues semanalmente
nas escolas, de acordo com os cardápios da nutricionista. Eles também tem uma
grande preocupação com o uso de produtos químicos que só são usados com
orientação e em casos de muita necessidade, sempre observando os prazos de
carência. Atualmente plantam uma área de mais de 4 hectares com trabalho
essencialmente manual, arando a terra a boi, para torná-la mais fofa e usando a
velha amiga enxada. Além das escolas, com a sua produção atendem alguns
mercados de Capitão, restaurantes e mercados de Arroio do Meio e as sobras da
produção vão para a CEASA em Porto Alegre. Perguntamos se o negócio é lucrativo
e Elton respondeu que dá para viver tranquilo e é muito bom porque você faz teu
ritmo de trabalho e não tem horário fixo para cumprir, além de viver em meio à
natureza, criar alguns animais, mas disse que não adianta se iludir porque não
dá pra enriquecer e há alguns anos atrás o faturamento já esteve melhor. São historias de vida simples como a
simplicidade de quem trabalha na terra, semeando e colhendo os produtos que
alimentam o mundo.
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